Olá!
Agora que as coisas estão mais calmas por aqui,
acho que vai dar para postar com mais frequência...
Mas, então,
finalmente, estou aqui para mostrar o resultado final do tão falado guarda-roupa!
A história dele é a seguinte:
Ele está na família desde que me conheço por gente. Diz minha mãe que quando casou com meu pai ele já estava lá. Era dos meus pais, foi meu durante algum tempo, e agora que fui para o quarto novo ele acabou voltando para mim.
Eu, particularmente, nunca fui muito fã dele. Achava ele desajeitado, não gostava da madeira clara que ele era revestido,
(argh!) e, contrariando todo o bom senso do universo, por dentro a madeira era escura, o que dificultava de enxergar as coisas guardadas.
Muito patetamente, claro, a fofa aqui esqueceu de tirar a foto de como ele era antes...
E o melhor que encontrei vasculhando as fotografias antigas foi esse pedacinho no cantinho dessa foto:
Eu e minha mãe no telefone, com o guarda-roupa no cantinho.
Há 24 anos atrás, quando essa foto foi tirada e eu ainda estava dormindo confortavelmente na barriga da minha mãe, ele até que ainda estava bem.
Mas quando ele voltou para mim no mês passado, a história era outra...
O revestimento já estava se soltando, algumas partes do compensado estavam amassadas e disformes e o desgaste do tempo já tinha tirado o seu brilho há muuuito tempo.
Mas ainda assim, a qualidade dele era boa, como não se vê mais hoje em dia por aí...
Então, aceitei o desafio e decidi tentar reformá-lo. Mãos à obra!
Primeiro, arranquei o revestimento velho que estava caindo e consertei as partes deformadas com grampos de marceneiro e cola para madeira.
Pequenos acidentes dão o tempero da aventura!
Depois, lixei bem com a minha furadeira nova que tanto amo. A madeira ficou lisinha!
Nas portas, escrevi
esse texto com uma caneta permanente e passei duas demãos de um verniz mogno. Envernizei também as laterais. Nos frisos, manti a cor original, para dar um contraste, mas passei um verniz incolor, para dar brilho. Pus puxadores novos, em ouro velho, e ficou assim:
E por dentro, para ficar mais alegrinho e dar uma clareada, pintei em dois tons de verde e passei o verniz incolor. Forrei a frente das gavetas com papel de presente, envernizei, e ficou assim:
E agora a surpresinha final.
No meio desse processo, ao arrastar o guada-roupa, dou de cara com esta simpática etiqueta na parte de trás:
Não sei se dá para ler, mas existem duas coisas que logo me chamaram a atenção nela:
1- O número de telefone só tinha
6 dígitos!
2- O valor do móvel consta como
NCr$ 295,00 (mais uma baba de
ad valorem).
Curiosa como sou, não pude deixar de perguntar pro Tio Google. Pelo que entendi (alguém me corrija, por favor, se estiver falando besteira) se trata do
cruzeiro novo que circulou no período entre 13 de fevereiro de
1967 e 14 de maio de
1970.
Conclusão: Provavelmente,
meu guarda-roupa é do final dos anos 60!!!
Graças aos céus, só descobri isso na metade do processo ou não teria nem mexido nele, com medo de fazer alguma besteira e estragá-lo...
É isso, ainda essa semana posto a Parte 2 do processo do quarto novo. Dessa vez é sério, vou postar mesmo, prometo, viu?